Coisas do Sul

MEUS DESASSOSSEGOS

Por Clênio Ruas

Buenas amigos e amigas …

Divulgação

Quem não gosta do sossego e sossegar tranquilo, quem sabe numa casinha solitária num fundão de mundo  “onde nem D’us tem dó” ???  As vezes, ficar só é tão terapêutico e animador, que nos faz novos de novo. Ficar só, ou solito, como dizemos por aqui é algo que todos nós devemos fazer por vezes. Talvez a solidão tenha um poder mágico de reflexão e transformação.

Por isso,  quem sabe a águia suba tão alto para morrer, mas não esqueça, bem antes de morrer a águia com muita coragem e determinação sobe muito alto e se renova. As águias, na verdade, voam tão além, que ultrapassam as mais terríveis tormentas… e voltam novas e vitoriosas.

O cantor e compositor gaúcho, João Chagas Leite, hoje aquerenciado no coração do Rio Grande, Santa Maria, nos brindou com essa letra e música maravilhosa, que me permitam, repartir com vocês:

Meus desassossegos sentam na varanda

Pra matear saudades nesta solidão

Cada pôr de sol dói feito uma brasa

Queimando lembranças no meu coração

Vem a noite aos poucos alumiar o rancho

Com estrelas frias que se vão depois

Nada é mais triste nesse mundo louco

E matear co’ausência de quem já se foi

Que desgosto o mate cevado de mágoas

Pra quem não se basta pra viver tão só

A insônia no catre para madrugada

Nesse fim de mundo que nem Deus tem dó

Meus desassossegos sentam na varanda

Pra matear saudades nesta solidão

Cada pôr de sol dói feito uma brasa

Queimando lembranças no meu coração

Então me pergunto neste destino

Se este é meu destino ou Deus se enganou

Todo o desencanto para um só campeiro

E de tanto amor se desconsolou

Que desgosto o mate cevado de mágoas

Pra quem não se basta pra viver tão só

A insônia no catre para madrugada

Desse fim de mundo que nem Deus tem dó

Meus desassossegos sentam na varanda

Pra matear saudades nesta solidão

Cada pôr de sol dói feito uma brasa

Queimando lembranças no meu coração

Meus desassossegos sentam na varanda

Pra matear saudades nesta solidão

Cada pôr de sol dói feito uma brasa

Queimando lembranças no meu coração

Meus desassossegos sentam na varanda

Pra matear saudades nesta solidão

Cada pôr de sol dói feito uma brasa

Queimando lembranças no meu coração

Que o voo da águia seja um exemplo pra todos nós, que por vezes pensamos que a vida se acabou. Não !

A vida apenas começou a bater suas asas.

CLÊNIO RUAS
nasceu no interior de Rio Pardo-RS, poeta, declamador e escritor com vários textos declamados em Rodeios Culturais Rio Grande a fora. Seu primeiro livro intitula-se PROCURANTE. Radialista com Programas em Rádios locais: Rádio Real AM, Rádio Visão AM, Rádio Feitoria FM. Foi também fundador do Centro Literário de São Leopoldo e Secretario da Associação de Trovadores Luiz Muller.

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