Cinema

INVASÃO ZUMBI  2 – PENÍNSULA

(TRAIN TO BUSAN PRESENTS-PENINSULA)

OS 7 PECADOS CAPITAIS NO ISOLAMENTO SOCIAL

Por Karina Kiss

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O filme coreano do diretor Sang-ho Yeon (Seoul Station, 2016) traz nessa continuidade a esperança de um legado de terror pontul, forte e longe de imitações.

O filme que antecede esse, Invasão Zumbi (Train to busan, 2016)  foi sem sombra de dúvidas um dos filmes mais inusitados do gênero ficção retratando zumbis dos últimos anos e como não poderia ter sido diferente sua tão aguardada seqüência tem estréia para essa semana. Mas ao contrário do anterior essa seqüência trás mais ação.

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Nesse novo mundo, um grupo de pessoas sobreviventes e isoladas pela sociedade em geral, aceita a missão de retornar à Coréia do Sul e conduzir um caminhão com enorme quantia financeira. Entre eles esta Jung Seok (Gang Dong-Won) um ex-soldado das forças armadas e refugiado em Hong Kong  que aceita a missão como pagamento pra aliviar sua culpa psicológica no passado.

Há nessa continuidade uma seqüência de ação exageradas, bem ao estilo já habitual do mercado norte-americano que em momentos nos transporta para cenários utilizados em “residente evil e the walking dead”. Assim como referências a velocidade vistas em filmes como Velozes e Furiosos .Porém o forte continua sendo a dramaticidade não existente em produções ocidentais e o valor psicológico marcante e  existente. Um misto de “Mad Max” zumbi e outras referências cinematográficas que remetem a políticas sociais.

Em alguns momentos surgem determinados clichês, evidenciados pela trilha sonora ou plano seqüência, mas de um modo geral é gratificante acompanhar o desfecho e criatividade que nada peca em relação ao primeiro longa.

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Ao espectador, ficará a reflexão de ter assistido ao reflexo da sociedade mundial durante uma pandemia como a qual estamos experimentando onde a natureza humana se mostra tal como é instintos de sobrevivência custe a que custar. O olhar por si e ser egoísta com as necessidades e anseios alheios tão marcantes no nosso ano de 2020, é retratado no filme de modo voraz. Há uma ironia existente ao se mencionar o quanto um isolamento social em meio a pandemia se faz necessário, e não falamos de uma quarentena ou de um isolamento curto como vivenciamos, mas sim de anos a fio.

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A vida tem seus ciclos tais como a natureza e é preciso passar por eles, lutando, caindo e se reerguendo não apenas se acomodando. Os pontos culturais Asiáticos tais como valores familiares, integridade e coragem pontuam os momentos no qual enquanto espectadores sabemos que não haverá saída no quadro seguinte.
Contudo, a idéia marcante a ser passada é que somos todos sobreviventes rumo a evolução terrestre. Peninsula, pode servir apenas de entretenimento ficcional, mas se mergulharmos no drama existente no longa veremos que trata-se de uma reflexão da atualidade

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KARINA KISS, atriz formada pela Célia Helena de artes e ECA. Com um currículo de mais de 40 espetáculos teatrais. Formada em Psicologia no Cinema, atuou como jornalista na folha de cultura até 2014 quando se especializou em Crítica cinematográfica com Cristhian Petermann e Ruben Edwald Filho desde então desenvolve resenhas para as distribuidoras ou em seu próprio canal.

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